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Um jeito simples de poesia
Liduina do Nascimento
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Nada




Os silêncios das minhas noites te dei.
Foi viagem, nos dias, nas madrugadas,
Em minha imaginação, foi loucura...
Caminhei com os teus pés, ouvi tua respiração,
perdi o meu orgulho, muitas vezes fraquejei.
                                         Quanta ilusão!
Deixaria tudo para trás só para te encontrar
Mesmo que fosse uma única vez...
                                         Pequei?
Errei em acreditar, em quê, já nem sei.
Um dia desses, voltei a ser adolescente
fora de tempo,
lutei contra tuas musas, contra fadas.
Não aceitei a única verdade;
Em tua vida, nunca fui nada,
O amor muitas vezes querendo o impossível,
faz-se louco, cego e inocente.
Agora espio uma lua pálida que já não inspira,
Nem me interessa.
As minhas noites uma a uma se fizeram escuras,
Nada, reflete por trás da espera, à penumbra do tempo,
Por nada mais tenho pressa.
Apenas ouço o uivar assombroso do vento.
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 10/06/2017
Alterado em 11/06/2017
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