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Liduina do Nascimento
Não me atenho à traduzir  minha dor, senão à aliviar meus pensamentos, quando escrevo.
Textos

 
Má-criação
 



 
Quando as pessoas exigem de você um pouco mais de atrevimento, você começa a repensar e muda o seu comportamento, é que ser bom não é sinônimo de ser idiota. A educação que você recebeu, a vida que você encontrou quando abriu os seus olhos para o mundo, o jeito como você encarou os seus primeiros problemas, a sua família, o amor que você recebeu ou que lhe foi negado... Isso é viver. Você nasce e é só mais um ser no mundo, o seu caráter, que nada tem a ver com a sua genética, vai se formando. Você mesmo, depois tenta ser uma pessoa melhor ou não.
A minha avó era uma avó linda, daquelas de óculos na ponta do nariz, contava histórias como ninguém, e quantas vezes pedíssemos para ela repetir, ela contava do mesmo jeito sem retirar ou acrescentar uma frase, ficava horas e horas de noite com os seus netos deitados no chão olhando a lua, até dormirem, eu lembro que ela me colocava para dormir na cama, me cobria com dois lençóis porque era um tempo frio de inverno maravilhoso, o que guardei na minha memória. Ela nos ensinou a gostar do sol e da chuva, e quando ela terminava de contar as suas histórias ela dizia que tudo aquilo a muito tempo atrás havia acontecido. Então acho que foi ali que aprendi a criar as minhas fantasias, foi a minha avó quem incentivou a minha imaginação tão fértil. Depois quando vieram os primeiros livros, os meus professores, passei a aprender a viver sem fantasiar. Você pode ter uma louca imaginação, mas a sua inteligência não lhe tira o foco da ciência e da filosofia que busca o conhecimento. Ser amante da sabedoria, fez de mim uma estudante de filosofia sempre, mesmo quando tranquei a minha faculdade a quatro anos atrás, eu deixei um sonho pendente, muito em breve eu voltarei, e vou concluir, pelo tempo disponível que terei. O que não me cega às minhas viagens em mascarar o que aos meus olhos tenho por realidade triste que não me agrada, por isso quero poesia para a minha alma sempre. Um jeito gostoso de transformar histórias em ' estoria, joaninhas em tartarugas gigantes e coloridas, pedras em pérolas, bruxas em fadas, sapos em príncipes, choupanas em castelos, um triste amor num conto de fadas, tragédias em doces poesias, numa felicidade de usar a minha imaginação.
E ainda existe quem leve tudo isso para o lado pessoal, criticando, julgando o escritor que vive em seu mundo particular na sua área de conforto.
Eu não perco o meu tempo me justificando, se;  _ Isso é só poesia!?
Eu acho isso até esquisito e infantil, eu lá quero saber o que pensam em relação ao que eu escrevo, a minha vida só diz respeito a mim. Tenho o poder de decidir quem entra ou sai da minha vida, se é fantasia, loucura, se é solidão, se é má-criação, isso é problema meu, da mesma forma que sei fantasiar eu sei revidar, eu vejo ao meu redor tantas coisas erradas e nem me incomodo se pessoas casadas vão para outra cidade trair os seus cônjuges, e retornam felizes, em suas ilusões, ou mais frustrados, o que eu tenho com isso? Ou se fulano passa o dia postando nas redes sociais.
O importante é ser feliz! Que sejam o que quiserem, o que eu busco é a minha privacidade e paz. E eu sou livre desimpedida, não tenho a quem dar satisfações, felizmente. Vamos só combinar uma coisa, você não se incomoda com a minha vida e eu nem sei que você existe. Certo?












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Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 24/06/2017
Alterado em 18/07/2017
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