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Liduina do Nascimento
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Fria areia 





A cor escura, no ralo esboço, sempre em ti percebi
E bem no meio, um sorriso puro de criança
Num homem feito, sonho que não esqueci.
Alguns sonhos teus desfeitos, outros realizados,
Alguns fios brancos à mais
Outros bem mais brancos, dando o charme especial
naquele inesquecível e único; 
Teu olhar, e as tuas marcas.
Marcas de uma jornada, lutas, dores, amores
Varando estradas, um dia passou por mim
Dum jeito diferente
Num sôfrego instante e nem me viu
Eu o amei tanto, dum amor cheio de para sempre.
Desses amores que nem  existe mais
Fui feliz, e sofri
O meu coração, desistiu de amar
Mas gosto da tua barba meio falha, rala
Parece um adolescente
Com jeito de saber beijar até arranhar os céus
De um céu que não me pertence, tão particular,
que foi com os teus beijos sonhar,
Até afundá-los todos, bem no meio do mar.
E se foi para sempre, junto às estórias de pescador,
Para em outro canto distante,
Com os cantos das sereias,
Outros corações sensíveis hipnotizar.
Restou uma poesia feia, sem rima, triste
E uma mulher desiludida
Caminhando só, sobre a fria areia, e que se contenta
Com uma rede para de vez em quando, os sonhos descansar.

 
Liduina Nascimento
Enviado por Liduina Nascimento em 07/01/2018
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