A solidão das palavras sem eco
Liduina  do  Nascimento
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R e c a n t o   d o s   v e n t o s
 
 


As portas pareciam falar, na verdade falaram,
Pedindo para que fosse

Foi de olhos fechados

Por não ter pressa de chegar
Parava em cada estação,
Atravessou mares e multidões
Cansado da maresia
Foi esconder os seus sonhos com zelo
um a um por trás das montanhas
depois de resgatá-lo da ilha dos segredos
Onde os deuses
Eram proibidos pisar
Dali se podia ver dos homens,
Os medos
e suas falta de esperança, pois se fez oceanos
de
                         Fragilidades
                         Inseguranças.
Belo mesmo
Era observar a rara simplicidade
verdadeira nos gestos,
E olhares de alguns.

Triste era perceber a vaidade invadindo
as almas que sem sossêgo
Iam de um lado para o outro
                Sem chegar a lugar nenhum.

Assim permaneceu
Num recanto onde só os ventos
conseguiam chegar.

Imutável mesmo era o amor,
descansando tranquilo
Sem se preocupar, fazendo-se cumprir
O seu destino
Ciente de que existia, não tinha como mudar
Porque o amor era teimoso,
Mimado feito um menino.
Amor e fantasia
Enviado por Amor e fantasia em 15/01/2018
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