Na solidão das palavras
Liduina  do  Nascimento
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ESCREVO PARA OS RIOS

Tão somente poema
 







Que história você tem para me contar?
Quanto a mim ...
- Conto que um dia eu tive
o sonho de viver um grande amor
.
Às vezes escrevo para você,
outras vezes, escrevo só enquanto
vem um novo amanhecer.
Escrevo sobre a dor da ausência,
sobre a espera que aqui em meu peito,
você deixou.
Escrevo para as folhas, secas,
para os rios, para os pássaros tristes.
Escrevo sobre um amor que nunca vivi,
um amor que de perto, não conheci,
Dizendo muito triste, que nada além
da minha dor, existe.
Um amor quando toca fundo na alma,
faz transbordar pelos poros a alegria.
Quem está apaixonado, até no silêncio,
percebe a mais linda melodia.
Escrevo sobre a tristeza
de um amor que de repente me abandonou
sem sequer um dia ter vindo,
sabendo quanto o meu coração o desejou.
Um dia acordei perdida,
numa estrada errada, mas, que era sua,
ela partiu-se ao meio,
antes mesmo que até você eu chegasse.
Foi quando a música silenciou,
a alegria se foi, quanta insônia
abraça-me em cada alvorada.
A minha poesia não é a mesma,
nem eu... Agora,
é só a minha alma que chora por
esse amor que no tempo se perdeu.
Sou uma queda,sou um abismo,
esta é a minha triste sina.
Carregar uma alma desbotada,
vagando um céu que não é seu.
Sou dia, tarde e noites frias,
desolada estou,
fugiu-me toda a vontade de sorrir,
não esqueço, mas, tento sobreviver,
sentindo esta a dor, sem fingir.
Vou e volto pelas ruas, sem rumo,
dá vontade de desse amor desistir.
Juro, qualquer dia vou lhe esquecer,
Ah se antes do fim,
eu pudesse fazer o tempo voltar,
enfrentaria o mundo,
tomaria em meu peito, as suas mãos.
Diria do meu amor apenas com um olhar,
embora soubesse ser tudo em vão.


 
Liduina do Nascimento
 
 
 
 
 











 
Enviado por Liduina do Nascimento em 06/09/2018
Alterado em 13/09/2018
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