Na solidão das palavras
Liduina  do  Nascimento
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Eu sem você


 


Abri as portas e janelas para deixar a minha alma viajar, mas, hoje não, ela quis ficar quietinha num canto, não por medo da noite, mas, para remoer um amor antigo, sem dele guardar segredo. De repente me veio a sua suave lembrança, recordei o som da sua voz, senti saudade das nossas conversas, tão bom era jogar assuntos fora, trocar ideias com você, lembrando fiquei noite à dentro, sem você, e com a sensação de que ainda poderia tê-lo por perto um dia, como sempre nos prometíamos... Ah meu Deus, que saudade de você meu amor, penso tanto, todos os dias, todas as noites, lamento que a tanto tempo, não tenhamos trocado nunca mais, uma só palavra, de forma nenhuma. Desse jeito, foi que anoiteci ...Eu sem você. E não sei explicar o que sinto quando olho para o céu, tanto faz que ele esteja repleto de estrelas, ou coberto de nuvens... Só tenho a certeza de que penso em você. O vento frio, perfeito, chuva fina, molhando a minha saudade, essa única emoção que me invade ...Saudade imensa de você, único amor da minha vida. Por isso senti essa vontade incontrolável de lhe dizer, que a sua doçura, a sua poesia ainda vive em mim. Quero que saiba que não desisto de você, e sempre que outubro se aproximar, ficarei triste por não haver realizado o sonho de nos encontrarmos numa cidadezinha dessas brasileira, no interior, chego à ouvir o apito do trem, nesse amor poético tão puro, misturando o Nordeste com o Sul. Saiba amor, que o meu sonho e o meu amor por você permanece vivo em minha vida, o tempo todo. O dia me encontrou sozinha, e os raios do sol secaram as minhas lágrimas.
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 12/09/2018
Alterado em 12/09/2018
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