A solidão das palavras sem eco
Liduina  do  Nascimento
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Leve pouso

 


Por entre as plantas, os passarinhos em festa me tiraram da cama, desperto cedo à suavidade da natureza, misturando água, céu, flores, o gosto doce da vida no sal e no ar. Agora vou em busca das revoltas marés, caminhar na areia molhada, sentir o calor à sombra das falésias,  depois entrar no mar, essa minha alma se aconchega longe do barulho e violência da cidade grande, eu sempre que posso, fujo... A noite foi bem descansada. Fome, café da manhã tranquilo, e a poucos passos está a beleza do mar límpido, azul, cheiro de maresia. Sinto-me cercada pela agitação do beija-florzinho lindo, que vem bem próximo, sem susto, só faltando pousar na gente! Parece um sonho, onde o meu olhar se perde sem querer alcançar o horizonte e volto à mesa do café, aos ramos que caem e sobem com o vento, enfeitando a minha inesquecível manhã dum leve pouso. Um dia ninguém poderá dizer que passei pela vida experimentando, porque vou com gosto para a vida, exagero em cada emoção! Quando se tem à sua frente um explêndido mundo é para ele ser tocado com a alma e com muito amor. Porque para onde quer que eu vá, sempre carrego comigo, o meu jeito de enamorar-me com as belezas simples, naturais, vivo cada gota de tempo com intensidade e vou pisando com gosto cada canto deste lugar incomum nesta magia, que me faz acreditar ser possível achar a felicidade.
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Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 12/12/2017
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