Na solidão das palavras
Liduina  do  Nascimento
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A  ilusão do amor

 



Quem passava naquele lugar, podia ouvir suas queixas.
Era uma flor caída quase sem pétalas, pisada,
abandonada, perdidamente apaixonada, insistindo
num sonho perdido. Ela pedia aos ventos que a levasse
para longe, quem sabe um lugar onde ela ainda voltasse
à florescer, ah queria! Mas, não, à sorte,
ela quase secando...

Um dia, a flor amassada, sonhou  que havia voltado
ao seu jardim. Era só um delírio, mas, tão bom!

Por lá ela voltou à ser feliz, em sua imaginação
ela estava linda e refeita, o beija-flor que ela todas
as manhãs esperava, 
vinha beijá-la e no final do dia,
o sol avermelhava as nuvens, dourava o horizonte,
a poeira fina, soprada, corria solta pela estrada,
e os ventos a empurravam para lá, para cá.

Assim de tanto sonhar, morreu feliz, a flor,
que se contentava com tão pouco, invadida pela ilusão,
conheceu o então desesperado amor.
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 01/10/2018
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