Benevolência
Agora, embora muito tarde para amadurecer, entendi que exigimos sempre muito do outro, quanto mais o outro se dá, muito mais dele queremos, não sabemos como o outro está se sentindo, e do que precisa... Muitas vezes buscamos nas pessoas, exatamente o que não queremos dar, talvez inconscientes. Renovar os caminhos, ser independente, encontrar nas pequenas coisas, motivos para sorrir e lançar um olhar de gratidão ao mundo, por tantas coisas lindas que a vida oferece! Torna fácil liberar o outro. Uma pluma ao vento, faz a mente viajar, distrai, alcançamos as nuvens branquinhas para passearmos juntos pelos céus, ao descermos, o dia parece mais enfeitando e gostoso... e nas noites apreciarmos à lua brincar de esconde-esconde por elas, nisso o nosso sono vem cheio dos sonhos que docemente nos abraça. No dia seguinte continuamos tudo.
Um primeiro passo para a convivência, é reconhecer que o outro tem sempre o seu próprio espaço, viver é individual, é o maior tesouro que possuímos, temos direito a tanto chão, das estradas que nos leva para onde quisermos, temos o verde dos matos, e as mais belas flores, tanto céu! Tantos pássaros cantando, voando para todos os lados, temos o verdadeiro carinho de quem amamos e os seus abraços, embalando a nossa alma ingrata. Então vamos nós, cada um seguir a própria vida, quando e se perdermos o prumo, não nos deixemos desanimar, mas recriarmos alguns sonhos, às vezes vou por aí pensativa, um Bem-te-vi canta canta e me chama lindamente para a vida, literalmente me guia, isso acontece demais no meu dia-a-dia.