
Manhãs reconfortantes, na ida a certeza de onde queria sempre ficar, não era um caminho novo, dele sabia de cor, sentia amor até pelas pedras ornamento em alas ao natural. Caminho estreito, de capim verde e de flores miúdas, com cores, com cheiro de relva... era só sentir, não dá para contar.
Ao passar, sentia vontade de ficar com os pés descalços para a vida sentir... e sentia, sentia, vontade, saudade e tudo que havia de melhor, aos pensamentos lhe vinha! A areia fina e clara como a amaciar a visão, uma voz ouvia era a voz do amor, era gostoso o doce caminhar sentindo a brisa, e os ventos sopravam a alegria, tudo inspirava poesia.
A alma numa leveza flutuava por entre os fiapos das nuvens cobrindo o verde da serra, nem percebia o frio, era a liberdade, emoção, à beira do riacho, ah e o banho na fonte! De repente a realidade parecia fantasia.
Liduina do Nascimento