Liduina do Nascimento
Mágico é o amor... Chega feito o vento, doce semente que a alma acolhe infinitamente.
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Lírico desapontamento 

 

 

Quando estou diante do mar, fico entregue aos mais lindos pensamentos, corre aqui dentro uma sensação que vai dominando a minha alma e causa um sentimento que envolve a paixão,  compromisso, fidelidade, euforia, afeto, proteção, e desejos; os melhores!

 

Eu creio que essa emoção toda não tem outro nome que não seja amor, desses tão intenso e verdadeiro assim... amor! Envolvendo a lembrança constante dele, só ele foi, é, e sempre será capaz de trazer para dentro e fora de mim, essa magia, essa nostalgia que não incomoda, antes me dá uma estranha bem-vinda eu diria felicidade, assim tenho a sua companhia.

 

Diante da grandeza esplêndida do mar, eu penso no que perco todos os dias, lá bem distante,  penso num abraço que não tive, no seu olhar que não tive, nas palavras que não ouço, enfim que não tenho dele tudo o que eu desejo ter ...E que nunca terei, tristeza maior que essa, o amor não conhece, nem vai conhecer.

 

O meu amor tem o olhar mais lindo que eu já pude ver, a primeira vez que os meus olhos nele pousaram feito a ave que pousa para apreciar a natureza, houve um encantamento de palavras que nele a minha alma sentiu do amor a emoção, foi o seu mistério e profundidade do olhar que fez eu me apaixonar. Tem algo em seu olhar para além do que se pode compreender.

 

Nessa saudade constante... Esse é o motivo da falta de cor, da falta de brilho no meu mar,  para transbordar em palavras o meu lírico desapontamento com a vida, que me mostrou um amor que de perto não posso amar.

 

No meu mar tem jangadas, tem sereias, tem rede cheiinha de peixe, tem estórias vantajosas de pescador, tem água de côco geladinha, tem conchas jogadas pela areia molhada pela tristeza das marés quando enxergam o meu olhar parado no horizonte, porque nunca tive nem terei o abraço do meu amor.

 

No meu mar os meus olhos também nadam e se afogam e cada vez recria vida, quando em meus sonhos ele vem mesmo de tão longe, estende as suas mãos e me diz pra eu ter paciência porque existem muitos amanhãs, enquanto há vida o amor deve aprender à esperar.

Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 31/12/2025
Alterado em 31/12/2025
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