Liduina do Nascimento
Mágico é o amor... Chega feito o vento, doce semente que a alma acolhe infinitamente.
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Sem falsa modéstia

A nossa evolução só faz bem a nós mesmos, depois contagia… claro que no passado eu não era assim, foi preciso a vida me trucidar e depois me refazer, pra eu ficar de bem com a vida, dormir a noite toda, acordar querendo semear o bem, e não colocar para fora o outro lado que a alma traz, próprio do ser humano… Outra razão para querer sempre o bem da humanidade de um modo geral, foi receber o amor incondicional dos meus filhos, meus netos, enfim da família que construí, tenho certeza que eles me ajudaram muito nessa trajetória; Gratidão.

É fato que os velhos tem muitas histórias para contar, e contam para si mesmos… quando alguns não querem incomodar os outros com suas falas, lamentos, rabugices, ou mesmos as suas maldades que são entranhadas em suas almas infelizes, se calam. Talvez porque tem pessoas que sofreram e não souberam nunca lidar consigo mesmas, não conseguiram superar, quem sabe até nunca sofreram, nunca passaram por momentos difíceis e ainda assim levam a vida inteira desde novinhos à amargar! A ferir os outros, sem precisão, é triste, e lamentável. Independe da idade, tem almas leve e introvertidas que amam a solitude, e até se calam, por estarem felizes consigo mesmas. Outras exalam veneno pelos poros, e isso não é ruim, porque nos ensina a trilhar cada vez mais outro caminho.

No meu caso, sou uma velha muito convencida de que sou um ser iluminado, graças a Deus!… a cada dia eu me sinto melhor e melhor como ser humano, não sinto a menor necessidade de ferir, não me espelho em ninguém, não me inspiro em uma frase sequer de um colega, ou de outro poeta, quando eu escrevo, tudo sai de dentro de minha alma… Sim, sou dos velhos bem resolvidos graças a Deus, que escrevo porque amo escrever, e posso falar sobre a minha vida, pois tenho sim muitas histórias lindas para contar… E sinto tanto desejo de semear amor. Não consigo ferir ninguém, eu olho assim e penso coitado meu Deus, como sofre, nem havia necessidade dessa pessoa ser tão ruim assim, e me retiro… e isso realmente me faz tanto tanto bem! Embora precise conviver aqui fora, com todo tipo de gente que dá dó, só de imaginar como é a mente podre dessa pessoa.

Quando eu escrevo a minha inspiração surge até de uma flor que cai, das as flores que cedinho varro no meu quintal as vejo caídas ao chão, lindas! Inspiram… Varro as folhas e cada flor, com muito amor, depois vejo um céu azul perfeito, (porque o sol daqui de Fortaleza, é bonito demais) sim, e vou escrevendo sobre mim, por mais que eu conte algo, por mais que relate algum fato do cotidiano que ao sair de casa, ou que ouço através da voz da inspiração, por mais que escreva sobre; eu sou o personagem principal do que escrevo.

Sou mais eu, sempre, porque nesse tempo em que estou por aqui na terra, não existe ninguém que eu conheça mais do que a mim mesma, e gosto de falar sobre mim, porque me valorizo, escrevo sentindo, seja o que for, coloco minha alma oferecida e melosa, em tudo o que faço, nas palavras se é poesia, poema, prosa, ou crônica, nenhuma frase que sai da minha mente é vazia ou ofensiva, sou a própria profundidade, sou intensa, coloco a minha alma cheia de amor, em tudo, em cada fio do pincel quando pinto um quadro, e dou as suas cores certas, nada de tom pastel… Sou amor quando me dirijo a cada pessoa que eu amo com todo amor desse mundo!

Sou intensa em cada fio de linha quando bordo, ou faço crochê, no tempero do alimento que faço, tem mais sabor porque como disse; a minha alma é intensa e sem falsa modéstia, acho que incomodo por ser assim… ah e quando canto, não tem mais sentimento do que quando solto a minha voz, tudo em minha alma exulta a vida, alegria, e quando estou triste por algum motivo, minha alma chega a doer. Não cultivo mágoa, sede de vingança, pois não tenho inimigos, não brigo com o tempo, ah como é maravilhoso aceitar a vida assim, de bem com o universo. Tem pessoas que se sentem superior quando maltrata os outros e principalmente sem motivo, a não ser a própria maldade que não conseguem guardar para si. Ah (não é só um texto). Tem pessoas que se a gente espremer a página, amargaria demais… É feito uma sombra, uma alma nas trevas, e que nem vive a própria vida, se espelha nas páginas dos outros.

É impossível mudar a natureza do espinho, ele pequenininho já promete que vai furar… e fura. Tente pegar numa rosa cheia de espinhos, que fura, fura até os dedos sangrar, e dói muito… o mundo é assim, feito do bem e do mal, cabe a cada um de nós, sem falsa modéstia, a sua própria bolha criar. Alguém, ou muitos dirão; _Ah como ela é boazinha… Sou, eu garanto que sou, me desculpe, não consigo ser diferente.

Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 20/07/2026
Alterado em 08/10/2026