
Recomeços não pedem prazo
Acordar para o mundo ao seu redor, é um despertar que só pode trazer mais vida, e mais sonhos, mais desejos de realizar àqueles ideais que estão escondidos… Às vezes levamos muitos anos para descobrirmos o que de fato precisamos para estarmos senão felizes (utopia) mas, nos sentirmos de bem com a nossa vida, escolhas, realizações, enfim, é preciso amor-próprio.
Conviver no mundo exterior, digo; longe do aconchego do seu lar, nos traz experiências e reservas, quando decidimos não ser como a maioria das pessoas cheias de ambição, insatisfação, gente que de tudo reclama, e quer, quer, sempre mais… juro que não combina comigo, e sei que eu não trocaria o que sou, o que tenho hoje, por nada… O melhor do dia, é voltar para casa.
Para que um despertar para a sua vida, venha trazer satisfação e gratidão por haver trilhado tantos caminhos estreitos íngremes, e em desespero quando a estrada parecia infinda… É chegar, e junto comigo eu trouxe as pessoas mais preciosas do meu mundo. Nessa minha passagem por aqui, nesse chão por onde continuo pisando; e tivesse que dizer algo em definitivo eu só diria… OBRIGADA, a Deus em primeiro lugar, e também àquelas pessoas que indiretamente me pegaram muitas vezes pela minha mão e me ajudaram para atravessar o tempo.
O amor-próprio, foi um sentimento que adquiri depois de um longo tempo, foi preciso viver grandes decepções, jogar fora um monte de ilusão, para encher a minha alma (não de egoísmo), mas saber priorizar, porque quando nos valorizamos, tudo de melhor flui, abrir os olhos e perceber o quão valiosa é a existência, para desperdiçarmos tempo com pessoas que não estão… Que não estão nem aí, pra você…
É maravilhoso quando as nossas próprias mãos arrancam de nossos olhos a venda que era grudada e resistíamos em deixá-la, esse grito de libertação da alma, nos faz evoluir em tudo. Nunca é tarde para abraçar esse milagre do existir, hoje tenho toda a certeza desse universo que dentro de mim guardo muitas lindas lembranças, porém arranco as minhas raízes antes fincadas na terra, todas as que me puxavam para baixo… farei de agora em diante, voos plenos.