Nessa correria, sinto falta do meu jeito livre, e um não fazer nada, de ficar por aí gostando de não ter que ir para lugar algum, ou quando decidir sair; não ter hora para voltar... estou com os meus dias e uma boa parte da noite (todas as noites) de domingo a domingo, inteiramente ocupada. Faz tempo que não sei o que é um verdadeiro descanso, durmo cansada e já desperto ainda cansada, prevalece a vontade de lutar, confesso que não é uma queixa, ao contrário, sinto uma felicidade intensa invadindo os meus dias, por essa causa que sei, não é minha somente, mas nessa luta precisamos de entusiasmo, verdades, força de vontade e em cada passo, na vitória final, acreditar.
Sentir falta da liberdade, falta de ter tempo para escrever, para sonhar, falta de voltar aos lugares que amo, descansar... falta de ir à uma cafeteria e na conversa deixar o café esfriar, de sair para o meu restaurante preferido, encontrar uma amiga, sinto a falta de assistir uma série, ou ir ao cinema, de acordar mais tarde... Nada disso é tão importante, ou mais importante do que essa luta coletiva, consciente, essa guerra que agora enfrentamos, onde luto com gosto e esperança de que o bem prevalecerá.
Gosto disso, me sinto viva, viva, e cada instante é intenso, minha alma ferve vida, meu peito é tão pequeno, estreito demais para tanta vontade de viver e de vencer, e sei que dentro pulsa o amor... essa coisa tão rara, tão profunda e perfeita, que é o tudo que impulsiona o meu ser, que só assim vence todo o medo.
Estou tão sem tempo, tão, tão sem tempo, às vezes minha alma foge, corre à escrever, porque para mim, escrever é bem como o ar que respiro, eu preciso demais. Gosto muito de ficar por aí livre, ganhando o meu tempo com coisas e causas simples, só que por agora, não dá e sinto que este, é o tempo mais precioso que estamos usando, é muito bom fazer parte dessa fração de um mundo de desejos, da mais importante parte da nossa história.